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Diga!
Quarta-feira, Abril 13, 2011
Reflexões banais de uma quarta-feira de manhã.
Faz tempo que não venho aqui mas hoje foi irresistível dar uma dica:
Nunca coloque brincos de segundo furo caros ou queridos em frente ao espelho do banheiro.
O mesmo serve para lentes de contato - mas isso todo mundo que usa já sabe - não é o meu caso. Uso óculos.
Se o brinco escorregar da sua mão (e sempre escorrega), ele fatalmente irá cair na pia e, já era, ralo abaixo.
Embora seja apenas um objeto, dá uma sensação de impotência enorme vê-lo indo embora... :)
Por conta dessa história do que não se deve fazer, busquei na internet e achei uma coisa bem interessante.
Aí vai só o sumo. Eram 12 e pesquei 8. :)
1. Nunca, em nenhuma circunstância tome um sonífero e um laxativo numa mesma noite.
2. Se você precisar explicar, em uma só palavra, a razão pela qual os humanos não têm alcançado e não alcançarão jamais seu pleno potencial, essa palavra é reuniões.
3. Há uma linha muito fina entre hobby e doença mental.
4. Ninguém está ligando se você dança bem. Apenas levante-se e dance.
5. Jamais passe a língua numa faca de churrasco.
6. Você nunca achará alguém que possa lher dar um clara razão por que observar um lindo dia é sinônimo de ganhar tempo.
7. Jamais diga qualquer coisa a uma mulher que insinue que ela está grávida.
8. Uma pessoa que é legal com você, mas rude com um garçon, não é uma boa pessoa. Preste bem atenção nisso. É infalível.
[…I look at you all see the love there that's sleeping…]
Por conta dos setenta anos que Lennon feria ano passado, tem se ouvido mais do que nunca falar no mais famoso dos Beatles.
Bom, por conta disso a revista Bravo fez um especial da vida de Lennon que li quase como um livro biográfico.
Indico a leitura. Bem bacana.
Pois bem, ali tive conhecimento de coisas que eu nunca tinha ouvido falar até por nunca ter sido nenhuma viciada na história dos Beatles.
Aliás, acho que sou estranha em relação aos que considero ícones.
Gosto da música, gosto muito até mas não tenho hábito de pesquisar a fundo a vida de ninguém que seja poderoso aos meus ouvidos,
por exemplo. Estranho? Estranho.
Bom, na revista fiquei conhecendo um site interessante e repasso. Muito gente deve conhecer mas eu não conhecia.
http://www.beatlestube.net/
E veja este:
“While My Guitar Gently Weeps” at the Concert for Bangladesh 1971
E pra terminar, adoro essa foto. Queria muito fazer uma com Carlos. :) Sem causas, só por amor!

10:59 AM
Diga!
Sábado, Março 12, 2011
E viva o Pato Bob Dylan!
[Now you don't talk so loud/ Now you don't seem so proud/ About having to be scrounging for your next meal/ How does it feel?]
:)
Longe do chiquérrimo prato francês Canard à L´Orrrrrange ser nível um ou manual de sobrevivência.
"Vasculhar minha própria refeição" certamente se resumiria ao básico macarrãozinho.
Pela dificuldade de fazer a carne ficar suculenta e macia, li, em vários lugares, que o pato é um dos pratos mais difíceis da culinária.
O estranho é que se você coloca no Google perguntas do tipo "como fazer o pato ficar mole?" ou o similar "como fazer o pato não ficar duro?",
ninguém te responde objetivamente. Nem Alain Ducasse, nem Claude, nem Freud.
Você encontra lindas receitas mas ninguém te diz o que fazer e, principalmente, o que não fazer
pro pato impressionar. :)
Pois bem. Pesquisei, pesquisei e entendi que pato que se preze não pode ser molhado.
Explico: o lance do pato é não colocá-lo no forno com temperos molhados (tipo misturas com
vinho e laranja), não salgá-lo com antecedência e nem usar forno baixo.
Definitivamente o pato não pode cozinhar! Ele tem que assar!
Eis o segredo: tempere o pato apenas com alho, pimenta do reino, sal e enfie dentro deles cascas de laranja
sem a parte branca. Rege com 2 colheres de manteiga derretida e leve o bicho inteiro imediamente no forno pré
aquecido a 200 graus (não achei a bolinha no teclado do lap).
O outro grande segredo é contratar Reca para, de dez em dez minutos, regar o pato com a própria gordura
que escorre dele. Na verdade, suponho que esse seja o ponto alto do sucesso. :)
Para acompanhar, eu e Reca desenvolvemos uma técnica primorosa para fazer o molho de laranja mas
essas informações, meus caros, só sob encomenda.
O fato é que o pato ficou mole e, ao som de Like a Rolling Stone, que de nada sugere nossa suculenta iguaria,
batizamos o feito de Pato Bob Dylan. Creio eu que, se tivesse ficado duro, usaríamos o nome da música ao invés do dono.
Que sorte! Sempre preferi Bob Dylan aos roqueiros do Rolling Stones.
Me sinto ótima hoje.
12:37 PM
Diga!
Quinta-feira, Março 03, 2011
Olhando o mundo.
Minha rotina de trabalho e de logística familiar inclui, há alguns anos, viagens com dia marcado
certinho no calendário e isso faz com que eu passe 4 ou mais horas dentro de um ônibus.
É muito tempo de ócio. Quando dou sorte, durmo. E muito.
Mas quando a hora não convém ao meu organismo, fico de olhos abertos e mente idem.
Hoje em dia me dou ao "luxo" de´viajar no leito. É uma pequena sala em movimento.
Ficamos ali, trancados, eu e, no máximo, mais 5 desconhecidos.
Inevitável reparar nas pessoas e, na maioria das vezes, descobrir características de cada passageiro.
Geralmente essas pessoas estão sozinhas e isso faz com que fiquem caladas.
As exceções acontecem - alguns usam loucamente o celular e me irritam profundamente embora eu
faça o mesmo muitas vezes.
As 4 horas dentro do ônibus podem ser resumidas pelo verbo observar.
Na maioria das vezes não me lembro do que concluí nas observações mas
na última volta pra Niterói guardei tudo na memória.
Tinha um menino que nunca tinha ido à Campos e voltou a viagem inteira falando mal da cidade
pelo rádio. Bem ao lado dele estava sentada uma moça super precavida que portava laptop,
travesseiro, coberta, tapa olho e etc.
Do outro lado, na poltrona sozinha, tinha uma jovem professora universitária
que estava toda de preto. Sei que estou sempre de preto mas nunca totalmente.
Pois bem: blusa larga preta e calça idem. Meia preta, tênis idem. Essa eu concluí que era uma pessoa
travada ou tímida... por aí. Ela mal olhava pros lados ou pra janela enquanto eu olhava tudo.
Por fim, ao meu lado, estava o melhor dos passageiros. Um pai com sua filhinha de uns 7, 8 anos.
Ele só tinha uma passagem e para que a menina não ficasse desconfortável no colo dele, o bom pai
levantou e arrumou a poltrona com a almofada cor de rosa, colocou a menina e cobriu com uma mantinha
também cor de rosa (rosa= requisito básico pra idade). Depois de ver a pequena acomodada e depois de perguntar
se ela estava confortável, ele simplesmente viajou em pé e de vez em quando se enconstava no braço
da cadeira. Achei aquilo lindo e talvez por isso eu tenha guardado esse dia no meio de tantos e tantos
da minha "vida na estrada".
7:56 PM
Diga!
Sexta-feira, Fevereiro 04, 2011
[Sempre conservei uma aspa à esquerda e à direita de mim.]
Clarice Lispector
Que saudade da araucária gorda. Aquele que fica bem na curva antes de Mauá.
Se pudesse, iria hoje pra Maromba. Uma saudade que chega a doer.
O medo da chuva me trava.
Matei um pouco da saudade vendo fotos.
Quero dividi-las.
Filme teen pra todas as idades:
Across the universe.
Imperdível.
Clique para ver o vídeo.
Tem dias que eu to pouco. Tem dia que eu to muito. Hoje eu to pouco.
Quero escrever tudo rapido e objetivamente.
Problema sério com a falta de mouse em laptop.
Sou tradiconal. PC, mesa, mouse. Tudo flui bem assim.
Sou de uma geração anterior a dos notebooks e afins.
Celular touch idem. Não serve pra mim.
Café na medida certa faz bem. Na medida certa.
Pequenos prazeres.Como é bom ter tv no quarto.
Preciso comprar uma cama nova.
Érika Z.
11:22 AM
Diga!
Quinta-feira, Janeiro 27, 2011
[Há mulheres que dizem: Meu marido, se quiser pescar, pesque, mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto, ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha, de vez em quando os cotovelos se esbarram,
(...) O silêncio de quando nos vimos a primeira vez atravessa a cozinha como um rio profundo.]
Adélia Prado
Não sei se é pelo fato de estar namorando há muito tempo (e sentir um prazer enorme de agradar e reinventar a convivência), não sei se é pelo fato do
trabalho ser tão cansativo e fazer com que a preguiça tome conta de mim a ponto de não querer sair de casa, não sei se a violência e a lei seca (pros amigos) colaboram
pra casa da gente se tornar ainda mais agradável. Pode ser que a grande leva de chefs e programas a la Jamie Oliver agucem a vontade dos mortais, como eu, de se aventurarem
no fogão... Pode ser.
Mas o fato é que, de uns tempos pra cá, todo mundo sente mais prazer em cozinhar. E isso não inclui a comida rotineira, várias panelas sujas pra lavar e ingredientes básicos.
Sempre tem alguém querendo aprender alguma coisa nova pra agradar o amor, reunir os amigos e fazer das refeições um momento de prazer.
Dia desses eu queria fazer graça e vim na internet procurar algum prato com carne pra acompanhar um risoto de alho poró.
Achei uma receita de Boeuf Bourguignon que eu não fazia ideia do que era.
Mudei muitas coisas. Confesso que não consigo seguir receitas... acho chato e nem sempre tem aquele monte de coisa em casa.
E então fiz um jantar completo pra Carlos e pra mamãe que tinha entrada + prato principal + sobremesa.
Eu sou chique tá? :)
Vamos lá. Moleza.
Entrada
Alface americana
Presunto
Creem Chesse
Noz Moscada
Nozes para enfeitar
Azeite
Sal
Em cada folhinha de alface americana (aquele mais durinha e mais clarinha), coloque uma colher de sobremesa de creem cheese,
uma tira de presunto e salpique um tantinho de noz moscada em pó. Sal e azeite a gosto. Coloque uma noz em cima pra enfeitar.
Fica bonitinho. Me inspirei (ou imitei) uma entradinha que comi na casa de uma amiga que era com enídivias e presunto de parma.
Endívia é bem caro.
Prato principal
[Imitação beeem simplificada de Boeuf Bourguignon + Risoto de alho poró]
[Para o risoto]
Eu, Érika, odeio arroz arbóreo. Parece uma argamassa.
Uso arroz parborizado pra fazer risoto. :)
2 xícaras de arroz parborizado
2 dentes de alho amassados
azeite
1 tablete de caldo de legumes
2 maços de alho poró
100 g de queijo parmesão ralo grosso
1 caixinha de creme de leite
1/2 copo de vinho branco (só se tiver na geladeira dando mole)
3 pitadinhas de noz moscada
Frite o alho no azeite e coloque o arroz pra dar uma fritadinha também.
Acrescente o alho poró cortado em rodelas (claro).
Nesse momento, coloque o sal, umas 3 pitadas de noz moscada e o tablete de caldo de legumes.
Coloque água, abaixe o fogo e deixe cozinhar.
O arroz parborizado precisa de mais água que o normal para cozinhar.
Quando estiver pronto, ainda bem quente, acrescente o vinho branco,
o creme de leite e o queijo parmesão.
[Para a carne]
1 kg de filé cortado em fatias
200g de bacon em cubinhos
2 dentes de alho amassados
1 cebola grande picadinha
1 colher de sopa de manteiga
1 copo de vinho tinto seco
12 mini cebolas
200 g de champignons em fatias
1 tablete de caldo de carne
1 copo de água
Pimenta do reino e sal a gosto
Tempere o filé com sala e pimenta do reino. Reserve.
Em uma panela, coloque a manteiga, o alho, a cebola picada e o bacon
e leve ao fogo. Deixe dourar.
Acrescente 1/2 copo de água, 1 copo de vinho tinto e 1 tablete de caldo de carne. Vai fazer aquele barulhinho de coisa fria em coisa quente.
Coloque as fatias de filé mignon, as mini cebolas descascadas e o champignon.
Tampe a panela e abaixo o fogo.
Quando a água secar, complete com mais 1/2 copo.
Acerte o sal e sirva acompanhado do risoto de alho poró.
Sobremesa
[Maça com canela e noz ao creme]
2 maças grandes sem casca cortadas em fatias
100 g de nozes picadas
2 colheres de sopa de açucar
Canela
1 lata de creme de leite
2 copos de água
Comece colocando o creme de leite no congelador pra ficar geladinho.
Em uma panela, coloque o açucar, a água e a maça.
Abaixe o fogo e deixe cozinhar por uns 5 minutos.
Quando a maça estiver douradinha, acrescente as nozes e a canela.
Ainda bem quente, coloque em porções individuais, em potinhos
bonitinhos e cubra com o creme de leite gelado.
Para enfeitar, salpique canela e algumas nozes.
11:28 AM
Diga!
Quarta-feira, Janeiro 19, 2011
Eu voltei!
Quando começou toda essa história de blog eu me lembro bem de 4 coisas:
1) Eu ainda estava na faculdade e minha cabeça era cheia de ideias.
2) Eu era empregada assalariada. Sendo assim, tinha mais momentos livres para exercitar o "ócio criativo".
3) As pessoas, pasmem, tinham tempo para ler e comentar os posts.
4) As redes sociais não haviam dominado a internet. Logo, blogs eram a sensação.
Estamos agora em 2011.
Dia desses reli alguns posts do meu querido artedeguardar.blogger e, por fim, resolvi deletar tudo aquilo de uma só vez.
Tenho boa memória e as lembranças estão aqui comigo.
A tela era laranja de doer os olhos, as pessoas comentavam e eu enchia a página de fotos, de sentimentos e de pensamentos... ufa, que loucura!
O tempo passou, os dias andam corridíssimos mas num desses propósitos de ano novo me peguei pensando em como é essencial
fazer coisas simples pra vida ficar mais leve. Imediatamente lembrei de como era boa a sensação de escrever aqui e cá estou... um pouco mais madura,
bem mais velha, muito mais crítica, bem menos disposta mas, ainda assim, muito feliz.
Lembrei de uma frase da Adélia Prado que eu vivia citando no blog antigamente e que eu adoro.
[Não tenho tempo pra mais nada. Ser feliz me consome]
Terminei de ler um livro que indico muito. Só garotos , da Patti Smith.
Até Carlos me informar quem ela era, eu não conseguia ligar o nome à pessoa.
Ouvindo Because the Night fica mais fácil.
[Because the night belongs to lovers
Because the night belong to lust
Because the night belong to lovers
Because the night belong to us]
Quando terminei de ler fiquei mais interessada que o normal na vida de Patti (para os íntimos).
Fui buscar algumas referências e percebi que a maneira como ela escreve e descreve sua vida é completamente
diferente que a de todos os sites de biografias e afins que se pode encontrar na internet.
Não havia nenhuma informação dúbia. Muito pelo contrário, ela foi bem sincera no livro mas é diferente
como a gente se lê e se entende de como o mundo nos vê e isso pode ficar evidente num livro.
Todo mundo deveria ter o privilégio de poder escrever um livro lindamente.
Leiam. Vale a pena.
Patti Smith e Robert Mapplethorpe em Coney Island.
10:56 PM
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